Acordo completamente zonzo, as pernas tremem como se eu as estivesse a usar pela primeira vez. Não é muito aconselhável beber para esquecer, e a prova disso mesmo é este acordar, completamente ridículo. Foi grande a carga que levei, tudo para me manter no estado de negação de que aquele seria o primeiro dia de um novo ciclo, mais um primeiro dia do resto da minha vida. É duro encarar a triste e frustrante realidade. Durante quase um mês antecipei e, ao mesmo tempo, não quis acreditar no que se estava a passar. E no entanto aconteceu mesmo, com tanta força, tal balde de água fria. Refugiei-me numa saída à noite, ninguém sabia do que se passava, assim como quem está a ler. Souberam depois, quando o meu estado de bebedeira era tal que nenhum segredo o realmente era. O típico motivo que leva a este triste acto, a muito famosa rejeição. Um processo longo, moroso, e extremamente violento e doloroso. Incertezas atrás de incertezas empurraram algo simples para o território do complicado, na zona sem retorno.
Uma história que começa como todas as outras: à sua própria maneira. Um forte impacto que originou essa ligação e que transformou todo um mundo opaco até então. Tudo muito mais nítido se tornou. Inesperadamente, num momento em que eu achava a noite perdida, encontro e maravilho-me com o que se deparava à minha frente. Aquela estranha sensação de que é inevitável a ligação. Daí até ao confirmar dos meus pressentimentos foi um passo. Vejo-me a entrar em velocidade de cruzeiro numa relação calma, tranquila, sem passar uma linha média, mas no entanto, os dias eram agradáveis. Dois pontos distantes de alguma forma haviam-se ligado, e da estranheza desse facto surgiu um consolidar de algo que parecia durar. Mas não durou. E deteriorou-se a tal forma que no final quase que ansiava pelo pior cenário, apenas desejava um desfecho, fosse qual fosse.
No entanto custou, porra como custou. E ali estava eu, decadente, sem forças para chorar sequer. Desorientado, de certa forma. Teria que me reinventar outra vez, e essa ideia soava-me tão estranha, apenas porque me sentia incapaz...
Definitivamente não será neste dia que eu irei conseguir o que quer que seja... Estarei pela minha cama então nesta tarde de Primavera com máscara de Outono. Eu e a minha ressaca.
Uma história que começa como todas as outras: à sua própria maneira. Um forte impacto que originou essa ligação e que transformou todo um mundo opaco até então. Tudo muito mais nítido se tornou. Inesperadamente, num momento em que eu achava a noite perdida, encontro e maravilho-me com o que se deparava à minha frente. Aquela estranha sensação de que é inevitável a ligação. Daí até ao confirmar dos meus pressentimentos foi um passo. Vejo-me a entrar em velocidade de cruzeiro numa relação calma, tranquila, sem passar uma linha média, mas no entanto, os dias eram agradáveis. Dois pontos distantes de alguma forma haviam-se ligado, e da estranheza desse facto surgiu um consolidar de algo que parecia durar. Mas não durou. E deteriorou-se a tal forma que no final quase que ansiava pelo pior cenário, apenas desejava um desfecho, fosse qual fosse.
No entanto custou, porra como custou. E ali estava eu, decadente, sem forças para chorar sequer. Desorientado, de certa forma. Teria que me reinventar outra vez, e essa ideia soava-me tão estranha, apenas porque me sentia incapaz...
Definitivamente não será neste dia que eu irei conseguir o que quer que seja... Estarei pela minha cama então nesta tarde de Primavera com máscara de Outono. Eu e a minha ressaca.